Tendência de Captação para 2020 – Parte II

Da Generalização à Hiper-Personalização

Cada vez mais, os doadores esperam uma abordagem hiper personalizada e personalizada. Gigantes corporativos como Netflix e Amazon usam novas tecnologias sofisticadas para fazer recomendações quando estamos navegando em seus sites. Há um tempo atrás a Netflix compartilhou como eles, não apenas usam o histórico de exibição individualizado, mas também usam imagens estáticas de filmes, para mostrar imagens de capa diferentes para diferentes usuários, a fim de atrair uma infinidade de gostos diferentes.

Parece que, como sociedade, também estamos começando a esperar esse mesmo nível de sofisticação em nossas interações com o resto do mundo. De 2020 em diante, as expectativas incluirão cada vez mais organizações sem fins lucrativos.

Não é mais suficiente usar uma estratégia de marketing genérica e tentar atrair uma base muito diversificada de doadores.

Quanto aos doadores, as pesquisas sugerem que os captadores de recursos têm a oportunidade de aumentar o envolvimento do marketing para uma parcela não exclusivamente de pessoas da cor brancas. A maioria dos grupos raciais e étnicos recentemente pesquisados indicaram que se sentiriam valorizados se as organizações sem fins lucrativos criassem campanhas exclusivas para esses públicos, ou, no mínimo, mesclando o tipo de campanha, contemplando-os. De fato, doadores afro-americanos e hispânicos disseram que contribuiriam mais para esse tipo de projeto se fossem solicitados com maior frequência, mas entendiam que eram pouco solicitados. Este é o caso de muitos outros grupos.

De acordo com o estudo Trends in Personalization, 96% dos entrevistados acreditam que a personalização ajuda a criar relacionamentos com os clientes, enquanto apenas 45% concordam que os profissionais de marketing estão realmente conseguindo a personalização correta. É mais importante do que nunca apelar para diferentes grupos demográficos da sociedade, entendendo e setorização, personalizando o marketing para atendê-los de uma forma mais efetiva.

O que você pode fazer?

Personalizar o máximo possível a “solicitação”, o “pedido”. Não é recomendado solicitar uma doação de R$ 50,00 reais para um doar que tem condições de doar milhões. É fundamental antes de iniciar qualquer captação, fazer o dever de casa. Conhecer o nicho do seu financiador, conhecer o seu produto, conhecer o próprio financiador, saber seus hábitos, seus gostos, seus hobbies, saber quais tipos de projetos ele gosta de aportar, quais as ações sociais em que ele possui maior aderência.

Faça sua pesquisa antes de fazer uma pergunta, especialmente se você estiver abordando potenciais doadores individualmente.

Preste atenção à seu site de doações. Conheça o seu público antes de refinar suas mensagens. Escolha projetos e redação que você mais se identifique com sua base de doadores.

Especialize suas mensagens. Ao se comunicar com uma base cada vez mais diversificada de doadores, se a comunicação ocorre online ou offline, especialize suas mensagens. Considerar diferenças regionais e outros dados demográficos.

Bem, o correto sempre foi e sempre será, conheça seu financiador e sua estrutura até melhor do que ele mesmo, assim a suas chances de ser assertivo crescerão exponencialmente.

Qualquer dúvida estou à disposição.

Um abraço a todos.